Erick Musso sobre Casagrande: "Não há estremecimento. Há opiniões diferentes"

Política

Erick Musso sobre Casagrande: "Não há estremecimento. Há opiniões diferentes"

Presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo foi o entrevistado do programa De Olho no Poder com Fabi Tostes, na Pan News Vitória (90.5 FM)

Marcelo Pereira

Redação Folha Vitória
Foto: Pan News Vitoria
O presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso, falou sobre sua relação com o Governo do Estado no programa “De Olho no Poder com Fabi Tostes”, na rádio Jovem Pan News Vitória

Em entrevista ao programa “De Olho no Poder com Fabi Tostes”, na rádio Jovem Pan News Vitória (90.5 FM), o presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), deputado Erick Musso (Republicanos), minimizou opiniões sobre sua relação com o governador Renato Casagrande (PSB), apontada por quem acompanha o cenário político como tensa. "Não acho que haja estremecimento. Há opiniões diferentes", declarou.

Musso lembrou de como começaram as divergências. A primeira foi quando ele não concordou com o decreto do Estado, que fechou o comércio e restringiu as atividades econômicas diante do avanço das contaminações por coronavírus. 

"Eu me posicionei pela abertura do comércio pois tudo estava quebrando neste Estado. Claro, tínhamos que abrir com distanciamento social, protocolo social, etc. Mas não estava justo. Não tinha uma paridade. Estava fechando o pequeno, médio e microempresa, quebrando esses negócios", afirmou, apontando que  grandes empresas não pararam, no período.

Ele também confirmou que foi convidado pelo Governo do Estado a assumir uma secretaria. 

"Chegaram a falar da pasta da Agricultura e do Desenvolvimento Econômico. Mas eu descartei essa hipótese, porque fui eleito para ser deputado estadual e, na época, era candidato à presidência da Assembleia Legislativa", relembrou. Na sua concepção, o convite serviria para que ele não disputasse a presidência da casa. 

Musso garante que mesmo tendo opiniões divergentes sobre a gestão Casagrande não atrapalham o diálogo entre o Palácio Anchieta e Assembleia. 

"A relação institucional ficou intacta. O Governo do Estado, no ano passado, mandou 102 projetos para a Casa. Eu pautei todos eles. Todos eles foram lidos, amplamente debatidos e aprovados", comentou. 

Projeto de lei propõe congelar valor de IPVA 

Agora em 2021 o clima de tranquilidade pode mudar. Ele promete pautar na primeira sessão deste ano, após o recesso do Legislativo, em 6 de fevereiro, um projeto de lei considerado polêmico, de autoria do deputado Hudson Leal (Republicanos). 

O projeto quer congelar o valor do IPVA de 2020 dos veículos, nacionais e importados, novos e usados, em relação ao exercício financeiro de 2022. O congelamento do imposto, pelo projeto, vai perdurar enquanto for válido o decreto de calamidade pública decretado pelo Estado em razão da crise sanitária. 

"Quando eu vejo o Estado de Minas Gerais que está numa situação financeira pior do que a nossa, congelar o IPVA, nós temos que buscar essa receita. Não estou dizendo que devemos acabar com o IPVA, não quero cometer uma irresponsabilidade fiscal e administrativa. Mas não podemos dizer em guardar dinheiro para o futuro e sangrar o presente", declarou. 

Na entrevista, o presidente da Ales detalhou também novos projetos, como a possibilidade de concurso e reajuste aos servidores e também sua pré-candidatura ao governo do Estado. 

Confira a entrevista completa: