O sonho do PT de estar no comando do Palácio Anchieta acabou sendo adiado este ano e o partido decidiu abrir mão da disputa pelo Governo para apoiar o candidato do governador Paulo Hartung (PMDB), que na época era o vice, Ricardo Ferraço (PMDB) e logo a frente foi substituído pelo governador eleito Renato Casagrande (PSB). É natural, no entanto, que essa renúncia teria um preço alto que seria cobrado no momento mais oportuno.

A hora é agora

E pelo visto, essa hora chegou. Depois de espernear e conseguir manter a vaga de vice na chapa de Casagrande para o presidente do PT capixaba, Givaldo Vieira, o partido agora acha que pode fazer mais e quer um papel de protagonista no Governo. Conseguiu colocar o próprio Givaldo na equipe de transição política junto com o presidente do PSB, Luiz Ciciliotti.

Secretariado

Não satisfeito, o PT quer mais, sempre mais… Uma ala dentro do partido já vislumbra a possibilidade de Givaldo exigir também uma secretaria no time de secretários do governo Casagrande. Essa corrente acha que ser vice ainda é pouco e os petistas precisam de mais visibilidade dentro e fora do Palácio.

E agora, Casagrande?

O apoio do PT está saindo caro com tantas exigências e Casagrande agora se vê diante de um dilema: dar ou não uma secretaria para o partido. O socialista já sinaliza que deseja ver Givaldo apenas no Palácio da Fonte Grande e desempenhar as tarefas do governo, mas terá que convencer boa parte das lideranças petistas que esse é o melhor caminho.

Só no comando

O que se pergunta diante de tantas exigências é que, apesar de ter saído derrotado nas urnas, principalmente com a vitória do candidato José Serra (PSDB) no reduto eleitoral petista, o PT vai querer mais. E esse “mais” leia-se uma possível disputa pelo Palácio, ameaçando assim, uma provável reeleição de Casagrande.

E o PR, Casagrande?

O preço que Casagrande está pagando por ter conseguido tantos aliados para sua eleição já está começando a ser cobrado. Além do PT, o PR do senador Magno Malta também já começar a exigir sua fatia do bolo no Governo. Seu discurso, que até então era de paz e amor, agora começa a ganhar um pouco mais de cobranças. Que situação…!