As executivas nacionais do PT, PSB, PDT, Psol e Cidadania assinaram o “superpedido” de impeachment contra o presidente Bolsonaro protocolado na Câmara dos Deputados, nesta semana. Os comandos desses partidos no Espírito Santo comentaram a decisão.
Secretário-geral do PDT, Weverson Meireles disse que o partido está em total sintonia com a direção nacional. “Nós temos que apurar a fundo essas irregularidades na aquisição das vacinas. O governo Bolsonaro desde o início mostrou sua afronta à Constituição Federal e vem tentando fazer com que essas afrontas se tornem natural. Temos que defender o País, a democracia e estamos juntos a essas forças democráticas e progressistas”.
O principal nome do PDT no Espírito Santo é o prefeito da Serra, Sérgio Vidigal, que é presidente da legenda.
O PSB de Renato Casagrande informou que concorda com a posição da Executiva Nacional. “O custo Bolsonaro é altíssimo. Pela sua postura genocida e por todo mal que vem fazendo ao Brasil o PSB do Espírito Santo concorda com a frente progressistas e com o pedido de impeachment”.
Sempre crítico ao governo Bolsonaro, o PT de Helder Salomão, Iriny Lopes e João Coser afirmou que o “superpedido” é um marco ao trazer esperança por uma agenda em defesa da vida.
“Nós não podemos corroborar com esse tipo de gestão que já levou mais de meio milhão de mortes no país. Estamos nessa luta não só pelo impeachment, mas por uma agenda que venha trazer esperança para o povo brasileiro e capixaba”, afirmou a presidente do PT no Espírito Santo, Jackeline Rocha.
O Psol informou que a iniciativa é sensata e condizente com os anseios da população. “Por prevaricação, genocídio, omissão, não há mais condições de um governo com Bolsonaro e Mourão”, defendeu Toni Cabano, que comanda o partido no Estado.
O Cidadania, presidido pelo deputado estadual Fabrício Gandini, não respondeu ao contato da reportagem. Um dos principais nomes da legenda no Espírito Santo é o deputado federal Da Vitória, que tem se mostrado alinhado ao bolsonarismo e estuda deixar a sigla para concorrer ao Senado Federal em 2022.