Eleitos pela população para serem os representantes do Estado no Senado, os três senadores capixabas gastaram juntos mais de R$ 1 milhão em recursos públicos durante o ano de 2017.
Divulgados pelo Portal da Transparência do Senado, os gastos estão divididos entre aluguel de imóveis para escritório político; contratação de serviços de apoio ao parlamentar; passagens aéreas, além de recursos para locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis; e não incluem o salário oferecido mensalmente a todos, no valor de R$ 33.763,00.
Mesmo ficando dois meses a menos no cargo, por conta da licença solicitada no início de novembro, Ricardo Ferraço (PSDB) foi quem mais gastou durante o ano: R$ 351.786,68. Desse valor, é possível destacar os gastos com “locomoção, hospedagem, alimentação, combustíveis” (R$ 88.584,44), contratação de serviços de apoio ao parlamentar (R$ 85.848,69) e com passagens aéreas (R$ 78.130,48).
O senador, que havia sido o mais econômico durante o ano de 2016, admitiu o aumento nos gastos e garantiu que já vem tomando medidas para reduzir os custos durante este ano. “Esse ano, de fato, o nosso custo esteve acima, mas eu já fiz uma reunião com minha equipe e para 2018 nós teremos uma redução sensível nos gastos. Sempre é possível economizar”, frisou Ferraço.
Magno Malta
O senador do PR foi o segundo que mais gastou recursos da cota parlamentar em 2017, utilizando durante todo o ano R$ 331.921,90, sendo R$ 182 mil só com passagens aéreas.
Outros valores que valem ser enfatizados são os gastos com aluguel de imóveis para escritório polítco (R$ 53.005,30) e com serviços de correiros, onde o senador gastou R$ 23.353,90.
Através de sua assessoria, o senador respondeu apenas que “os gastos estão dentro do permitido pela lei e que mesmo sendo um período de intenso debate parlamentar e muitas viagens pela CPI dos Maus-tratos, o senador tem solicitado a sua equipe o máximo de economia”.
Rose de Freitas
Dentre os três senadores, Rose de Freitas (MDB) foi a que menos gastou em 2017: 298.929,41. Os maiores gastos da parlamentar foram com passagens aéreas (R$ 117.029,71) e com a contratação de serviços de apoio ao parlamentar (R$ 81.968,30). Rose é ainda a única que não utilizou o benefício do imóvel funcional ou auxílio-moradia.
A assessoria da senadora foi procurada para comentar os gastos, mas não respondeu as demandas.
Sergio de Castro
Suplente de Ferraço, o empresário gastou em dois meses quase R$ 50 mil, média de gasto dos demais durante os meses.