Política

Serra quer a posse do Hospital Materno Infantil: "Prioridade será dos moradores", garantiu Vidigal

No final do ano passado, o então prefeito Audifax Barcelos (Rede) fez a doação da unidade para o governo do Estado

Foto: Divulgação/ Sesa

A Prefeitura da Serra não abre mão da posse do Hospital Materno Infantil, localizado no bairro Colina de Laranjeiras. No final do ano passado, o então prefeito Audifax Barcelos (Rede) fez a doação da unidade para o governo do Estado. Segundo a prefeitura, entretanto, ainda faltava concluir os trâmites da transferência. 

Em entrevista ao Jornal On line Folha Vitória, o prefeito Sérgio Vidigal explicou que propôs ao governo estadual repactuar o modelo de gestão para garantir atendimento prioritário à população do município.

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“Ao fazer a concessão para o Estado, o atendimento seria para gravidez de risco alto de toda Região Metropolitana. Nossa expectativa é que toda gestante que faz acompanhamento em uma das 39 unidades de saúde da Serra possa ganhar o bebê no Materno Infantil”.

Atualmente, a Serra conta com a Maternidade de Carapina para a realização de partos. A demanda na cidade é de 600 por mês, segundo o prefeito. 

A Maternidade tem capacidade para a realização de apenas 200. “Isso quer dizer que 400 mulheres precisam procurar outras regiões, e continuaria dessa forma no modelo de concessão que foi proposto”.

Com a mudança, a Maternidade de Carapina será desativada e o espaço transformado em um Centro de Especialidades Médicas. 

Além do atendimento às gestantes, ainda há a expectativa de realização de cirurgias eletivas no Materno Infantil. 

“A unidade pode ser ampliada para média complexidade, com a realização, por exemplo, de cirurgia vascular, de varizes e apendicite. Só que o nosso público vai ser preferencialmente o da Serra”, destacou.

O prefeito ponderou que o hospital pode atender pacientes regulados pelo Estado, desde que a gestão estadual ajude a financiar a demanda. Sobre o custeio da unidade, ele destacou que deve ocorrer no modelo Tripartite, com recursos do governo municipal, estadual e federal.

Aliado de primeira hora de Renato Casagrande (PSB), Vidigal garantiu que a mudança não traz arranhões na relação com o governador. 

“O governador entendeu. Quem ofereceu o hospital a ele foi a prefeitura, no ano passado. Só que a partir do momento que ele toma a frente do hospital, ele atende a demanda dele. Isso não é uma crítica. Só que aqui vamos atender a demanda da Serra.”

Anexo do Jayme Santos Neves 

O hospital foi construído com recursos da Prefeitura da Serra e do governo federal e custou mais de R$ 120 milhões. Sob gestão do governo estadual desde abril, a unidade está sendo utilizada como anexo do Hospital Jayme Santos Neves para atendimento à pacientes com covid-19. A expectativa é que, em seis meses, a unidade comece a atender outros públicos. 

“Ao longo desse período, serão realizadas as definições, tanto em relação a estrutura física quanto sobre a gestão, para a transferência definitiva da unidade para o município”, informou, por meio de nota, a Secretaria de Estado da Saúde. 

“Temos que fazer licitação para o modelo de gestão. Defendo o mesmo modelo do Jayme”, apontou Vidigal.