A equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro já movimenta-se em busca de nomes para assumir os ministérios no governo que começa em 2019. Quatro nomes foram confirmados até agora, alguns deles já amplamente anunciados como o do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que chefiará a Casa Civil e o economista Paulo Guedes como “superministro” da Economia, que unirá os da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio.
Até o momento, também foram confirmados o astronauta Marcos Pontes no Ministério da Ciência e Tecnologia e o general Augusto Heleno, que deve assumir a Defesa.
Senador pelo Espírito Santo por dois mandatos consecutivos e derrotado no pleito de 2018, o nome de Magno Malta é especulado para assumir a pasta de Desenvolvimento Social, como adiantou a Coluna Esplanada, assinada pelo jornalista Leandro Mazzini.
Caso aceite assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o juiz federal Sergio Moro também deve fazer parte do corpo de ministros do governo de Jair Bolsonaro. O anúncio poderá ser feito nesta quinta-feira (01), após um encontro entre o magistrado e o presidente eleito, no Rio de Janeiro.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública será uma fusão entre duas pastas que existem hoje. Com isso, a Polícia Federal ficaria subordinada a Sergio Moro, caso ele realmente aceite chefiar o ministério.
O juiz federal foi cotado pelo presidente eleito também para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Durante o mandato de Bolsonaro, serão abertas duas vagas na Corte por aposentadoria compulsória: a do ministro decano Celso de Mello, em novembro de 2020, e a de Marco Aurélio Mello, em julho de 2021.
Já a indicação de Marcos Pontes para o Ministério da Ciência e Tecnologia foi confirmada nesta quarta-feira (31) por Bolsonaro, em seu perfil no Facebook. Pontes é o primeiro brasileiro a ir para o espaço e, nesta eleição, concorreu como segundo suplente do senador eleito Major Olímpio (PSL-SP).
“Comunico que o Tenente-Coronel e astronauta Marcos Pontes, engenheiro formado no ITA, será indicado para o Ministério da Ciência e Tecnologia. É o quarto Ministro confirmado!”, escreveu Bolsonaro.
Cotado para o Ministério da Defesa, o general Augusto Heleno disse, na manhã desta quarta-feira (31), em entrevista à Rádio Eldorado, que é uma honra e uma realização profissional comandar a pasta. Alertou, contudo, que só poderá falar como titular do posto quando ver seu nome no Diário Oficial da União (DOU).
“Tenho idade suficiente para não alimentar nada que não seja realidade ainda. Prefiro que a confirmação do meu nome seja feita no DOU”, afirmou Heleno.
Onyx Lorenzoni e Paulo Guedes já eram nomes certos, desde a campanha eleitoral, para compor a equipe de governo de Jair Bolsonaro. Lorenzoni, inclusive, assumiu a função de coordenador do governo de transição.
Fusão de ministérios
Durante reunião realizada na terça-feira (30), a equipe de Jair Bolsonaro avaliou fusões em ministérios, que podem chegar de 15 a 17 pastas. Atualmente, há 29 ministérios.
Além do superministério de Economia, que englobará Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio Exterior, e o da Agricultura, que juntará com o do Meio Ambiente, a Casa Civil também deverá se juntar à Secretaria de Governo.
O Ministério de Ciência e Tecnologia será unido ao Ensino Superior. Também haverá a fusão do Ministério da Infraestrutura com o de Transportes. Já a pasta de Desenvolvimento Social será unida à dos Direitos Humanos e cogita-se uma mulher ligada a movimentos sociais para ocupar o cargo. Haverá ainda a fusão do Ministério da Justiça com o da Segurança Pública, para onde se cogita Sérgio Moro.
Há uma dúvida em relação ao Ministério da Integração Nacional, se este deverá juntar o das Cidades e de Turismo. Permanecerão separados os ministérios da Defesa, Trabalho, Minas e Energia, Relações Exteriores, Saúde e o Gabinete de Segurança Institucional.
Veja como será a composição dos ministérios no governo Bolsonaro:
1) Casa Civil com a Secretaria de Governo – Onyx Lorenzoni
2) Economia (fusão de Fazenda, Planejamento e Indústria, Comércio Exterior) – Paulo Guedes
3) Defesa – General Heleno
4) Ciência e Tecnologia (com ensino superior) – Marcos Pontes
5) Educação, Cultura e Esporte
6) Agricultura e Meio Ambiente
7) Trabalho
8) Minas e Energia
9) Relações Exteriores (está em discussão se será um diplomata ou alguém formado em relações internacionais)
10) Integração Nacional (ainda não está definido, mas deve juntar com Cidades e Turismo)
11) Infraestrutura, juntando com Transportes
12) Gabinete de Segurança Institucional (talvez mude o nome para ministro de Segurança Institucional, ao invés de ministro chefe do gabinete) – deverá ser um nome ligado ao Exército
13) Desenvolvimento Social junto com Direitos Humanos (pode ser uma mulher ligada a movimentos)
14) Justiça e Segurança
15) Saúde
Com informações do Estadão Conteúdo e Agência Brasil
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