Política

VÍDEO | 100 dias de Pazolini: 'protagonismo' da Guarda não ajuda a melhorar índices de violência em Vitória

Durante a campanha, o então candidato do Republicanos prometeu “reorganizar, motivar e qualificar a atuação da guarda”, garantindo protagonismo aos agentes

Foto: Reprodução TV Vitória

Em entrevista à Rádio Pan News Vitória 90.5 FM, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos) falou sobre uma de suas principais bandeiras à frente da administração da Capital: segurança pública. Ele foi o primeiro gestor municipal a ser entrevistado nesta segunda-feira (05), marcando o início da série especial 100 dias de gestão

Durante a campanha eleitoral, o então candidato prometeu “reorganizar, motivar e qualificar a atuação da guarda”, garantindo protagonismo aos agentes. Segundo informações no site da Secretaria de Segurança Pública do Estado (Sesp), nos meses de janeiro e fevereiro de 2020 ocorreram sete homicídios em Vitória. Já nos dois primeiros meses de 2021, o número de homicídios subiu para nove, além do registro de um latrocínio. Além disso, houve um crescimento expressivo nos registros de roubos a estabelecimentos comerciais: um aumento de 158,6%,

Com relação ao roubo de pessoas em vias públicas, neste ano houve uma queda de pouco mais de 20% na Capital em relação aos dois primeiros meses de 2020. 

Apesar de alguns índices negativos, o prefeito chamou a atenção também para a queda de 64% nos registros de crimes dentro dos coletivos. 

“Eu tenho certeza que o morador de Vitória já sentiu a diferença nas ruas. A Guarda de Vitória hoje é protagonista da segurança pública. Ela tem feito ações integradas com as polícias militar e civil e dado resultado para a população. Infelizmente tivemos pequeno aumento no número de homicídios mas as ações da guarda são diárias e cotidianas. Por exemplo, nós tivemos redução nos roubos e furtos em coletivos.”

Valorização

O prefeito também falou sobre a renovação da frota da guarda e ações para valorizar o trabalho dos agentes. 

“No primeiro momento, nós temos a valorização da ressignificação da guarda, ou seja, fazendo com que a guarda seja reconhecida pelo cidadão. (…) Num segundo momento, nós vamos debater, obviamente que isso hoje não é possível (…) nenhum tipo de valorização remuneratório. O que podemos fazer é reconhecer a efetividade da guarda e dar dignidade a este homem (agente), com melhorias”, afirmou na entrevista.  

Porte de arma

Dentre as promessas de campanha para a área, também estava a regularização do porte de arma de 79 agentes que ficavam na base da guarda. 

“Quase todos, praticamente 95%, estão com o porte regularizado. Quando chegamos havia uma grande confusão administrativa. Vários agentes sem porte, sem poder trabalhar, e isso só foi possível porque nós fizemos um projeto de integração, de diálogo com a Polícia Federal. A polícia num tempo célere concedeu esses portes para os agentes retornarem ao seu trabalho cotidiano nas ruas”, garantiu. 

Veja o que Pazolini disse sobre Segurança Pública na Capital: