Saúde

Covid-19: casos semanais crescem e mortes oscilam, avalia Saúde

Em números absolutos, o Brasil é o segundo país em números de mortes e casos confirmados, atrás dos Estados Unidos

Foto: Divulgação/National Institute of Allergy and Infectious Diseases

O Ministério da Saúde atualizou o relatório sobre a evolução da pandemia do novo coronavírus no país. De acordo com a pasta, a evolução mostrou uma subida na curva de casos confirmados e uma estabilização na curva de mortes em decorrência do novo coronavírus. 

Em números absolutos, o Brasil é o segundo país em números de mortes e casos confirmados, atrás dos Estados Unidos. Já quando considerada a população, o país fica em décimo na incidência por milhão de habitantes e em 12º na mortalidade por milhão de habitantes.

Regiões

Na análise da evolução da pandemia por regiões, tomando como referência a semana epidemiológica número 27, as trajetórias variam. A Região Norte teve redução de 5% no número de mortes e de 15% no número de casos. Já a Região Nordeste manteve o nível de óbitos, mas teve incremento de 15% no número de pessoas infectadas em 15%. No Sudeste do país, em ambos os casos houve oscilação de 1%.

As principais altas foram registradas no Sul e no Centro-Oeste. A Região Sul teve crescimento de 36% nos casos confirmados e 27% no número de óbitos. Já no Centro-Oeste, a elevação do número de pessoas infectadas foi de 18%, e de mortes foi de 22%.

Do total de municípios no país, 96,4% (5.371 municípios) já registraram casos de covid-19. A doença já provocou mortes em 51% dos municípios do país (2.840).

A interiorização da pandemia no país é confirmada pelo boletim epidemiológico apresentado pela equipe do Ministério da Saúde. Dos casos acumulados, 63% são nas cidades do interior e 37%, nas capitais. Já em relação às vidas perdidas, a situação se inverteu e na última semana epidemiológica 52% foram registradas nas regiões metropolitanas e 48% nos demais municípios.

Interiorização

A interiorização da pandemia no país é confirmada pelo boletim epidemiológico apresentado pela equipe do Ministério da Saúde. Dos casos acumulados, 63% são nas cidades do interior e 37%, nas capitais. Já em relação às mortes, a situação se inverteu e na última semana epidemiológica 52% dos óbitos foram registrados nas regiões metropolitanas e 48% nos demais municípios.

Síndrome respiratória

Até o momento, o Ministério da Saúde registrou 367.207 hospitalizações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG), sendo 169.382 (46%) por covid-19. Há ainda 74.119 pacientes internados em investigação.

Do total de pacientes hospitalizados por covid-19, 50,2% têm mais de 60 anos, 57% são homens e 43% são mulheres. No recorte por raça e cor, 31,3% são pardos; 28,1%, brancos; 4,6%, pretos; 0,9%, amarelos; 0,3%, indígenas e 34,7% não informaram essa característica.

Já quando avaliado o perfil das pessoas que morreram por causa da doença, 71,6% tinham mais de 60 anos, 58% eram homens e 42% eram mulheres. Na divisão por raça e cor, 35,5% eram pardos; 24,8%, brancos; 4,9%, pretos; 1%, amarelos; 0,4%, indígenas e 33,4% não tiveram este marcador informado.

Assim, na comparação dos perfis das pessoas que morreram por causa da doença e dos casos, têm mais chance de evoluir para óbito idosos, homens e pardos.

Testes

Desde o início da pandemia, foram realizados 1.179.116 testes de laboratório (PCR) pela rede pública e 945.107 pela rede privada, totalizando 2.124.223 exames. Os que tiveram resultados positivos totalizaram 437.918 em instituições públicas e 267.314 em unidades particulares, o que conforma 705.232 pessoas infectadas identificadas pelo PCR.

Já o número total de exames sorológicos (conhecidos popularmente como “testes rápidos”) realizados chegou a 2.671.618. Estes exames têm caráter diferente, pois detectam anticorpos de pessoas que já foram infectadas, e não servem para diagnóstico.

FONTE: Agência Brasil