Saúde

Cuidados com a audição! Saiba quais são os perigos e como proteger a saúde auditiva

Segundo a Organização Mundial de Saúde, sons acima de 85 decibéis podem danificar a audição e, por isso, é preciso ficar atento aos barulhos dos aparelhos domésticos e dos fones de ouvido

Foto: Reprodução/Pexels

Por conta da pandemia do novo coronavírus, passar mais tempo em casa também aumenta o convívio com os barulhos do ambiente doméstico, como aspirador de pó, liquidificador, secador de cabelos, furadeira, martelo, obra, reforma e latido de cachorro. Certos brinquedos sonoros que as crianças e adolescentes adoram, também causam estresse para algumas pessoas.

Esses equipamentos podem ser perigosos se não seguirem as normas técnicas e, consequentemente, provocar ruídos que podem causar danos a saúde. Por isso, passar pela supervisão do Inmetro é fundamental. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), sons que atingem 70 decibéis já são desagradáveis para o sistema auditivo humano e, acima de 85 decibéis, podem começar a danificar o mecanismo da audição, dependendo do tempo e da frequência da exposição sonora. 

Para driblar o barulho, muitas pessoas preferem utilizar fones de ouvidos, principalmente durante aulas presenciais ou home office. No entanto, os equipamentos também podem ser prejudiciais a saúde auditiva. 

Segundo a fonoaudióloga Marcella Vidal, é preciso adotar medidas para frear o avanço da perda auditiva. “Se a perda é provocada pela exposição a nível de pressão sonora elevado, o dano auditivo tende a estabilizar se a pessoa mudar seus hábitos e evitar situações e ambientes com sons abusivos”, disse.

A médica ressalta ainda que a audição perdida não pode ser recuperada e que se não houver uma conscientização, o barulho em excesso, ao longo do tempo, pode causar prejuízos cada vez maiores. “Dependendo da intensidade, o ruído pode provocar, inclusive, como primeiro sintoma, o zumbido nas orelhas”, explicou. 

Quando se trata dos pequenos, a especialista destaca que é importante prestar atenção no volume da televisão, que as crianças e adolescentes, muitas vezes, tendem  a aumentar. “Aconselho aos pais que suspeitam que seus filhos têm dificuldades auditivas que procurem um médico otorrino-pediatra e fonoaudiólogo. A partir do resultado das avaliações audiológicas, é indicado o tratamento mais adequado para a (re)habilitação auditiva”, afirmou.

Foto: Thiago Soares/ Folha Vitória
Gabriel Barros Produtor web
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Graduado em Jornalismo e mestrando em Comunicação e Territorialidades pela Ufes. Atua desde 2020 no jornal online Folha Vitória.