Estar em quarentena pode levar as pessoas a adotarem hábitos não saudáveis. Ficar atento à saúde física é essencial, incluindo um adequado monitoramento do colesterol, uma vez que os efeitos causados pelo colesterol alto podem ser silenciosos e perigosos. Neste sábado (8), Dia Nacional de Combate ao Colesterol, existe a oportunidade de conscientização sobre a importância da prevenção das doenças cardiovasculares e dos cuidados que os pacientes devem tomar, especialmente, neste momento em que parte dos pacientes estão negligenciando os sintomas por medo de contágio pela covid-19.
O LDL-C não controlado ou continuamente elevado é um dos principais fatores de risco para doença cardiovascular, como um ataque cardíaco (conhecido também como infarto do miocárdio) ou um acidente vascular cerebral.
Apesar de muitas vezes os pacientes não apresentarem sintomas da doença subjacente dos vasos sanguíneos, um ataque cardíaco ou o acidente cardiovascular pode ser o primeiro sinal das doenças cardiovasculares. Por isso, é importante ficar atento aos fatores de risco — como o tabagismo, obesidade, falta de atividade física e consumo excessivo de álcool, além de doenças como hipertensão.
“Seguir as recomendações médicas de manter uma rotina com exercícios, dieta equilibrada, evitar o consumo excessivo de álcool e tabagismo são medidas que podem prevenir um evento cardiovascular, mas também são uma forma do organismo lidar com o estresse e a exaustão desse período desafiador de isolamento social” explica o Dr. Sergio Timerman, cardiologista do Instituto do Coração (Incor) HC FMUSP e membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Para os pacientes que têm histórico familiar da doença ou que são mais propensos a terem o nível de colesterol alto e precisam de remédios de uso contínuo, o alerta é o mesmo. “É imprescindível seguir o tratamento conforme prescrito e manter o acompanhamento clínico com seu médico, com realização de exames regularmente”, complementa o Dr. Timerman.
Falta de busca por assistência médica
O acidente vascular cerebral (AVC) e o infarto, por exemplo, são doenças do aparelho circulatório que representam a principal causa de óbito no Brasil. Apesar desta gravidade, diferentes hospitais e centros de referência relataram que houve uma queda nos atendimentos relacionados a problemas cardiovasculares desde o início da quarentena. Em ambas as situações, o diferencial para a recuperação de um paciente é a agilidade do atendimento.
“Por receio de sair de casa, pacientes estão negligenciando sintomas ou até mesmo as recomendações médicas de prescrição de medicamentos. Isso pode comprometer a qualidade de vida e trazer complicações graves se o paciente não é atendido no momento certo”, explica o Dr. Sergio Timerman.