Saúde

Entenda os malefícios de segurar os gases após internação da ex-BBB e cantora Pocah

Pocah foi hospitalizada com fortes dores abdominais depois de ter segurado os gases. A cantora acreditava que poderia estar com cálculo renal ou apendicite, mas eram gases presos

Foto: Reprodução / Instagram

Na última segunda-feira (14), a cantora Pocah foi hospitalizada às pressas com fortes dores abdominais. Durante a ida ao hospital, ela pensou que sua situação fosse por alguma coisa mais séria — como cálculo renal, apendicite, ou até complicações de uma hérnia umbilical, que a cantora já tem. Contudo, ela foi diagnosticada com gases presos.

Nas redes sociais, a ex-BBB publicou uma brincadeira para seus seguidores e afirmou que a partir dessa situação irá liberar todos os gases todos os dias. “Meninas, não tenham vergonha de peidar na frente do boy, porque vergonha mesmo é dormir sentindo dor, ir pro hospital e o laudo ser peido preso”, disse. Veja o tweet:

Em outra publicação, Pocah relatou que comeu uma grande quantidade de lanche com os amigos e depois dormiu no colo do marido, Ronan Souza, com shorts jeans e acordou com muita dor. Ela acredita que a peça atrapalhou na digestão do alimento. A cantora diz que quando percebeu que estava com gases, decidiu segurar por vergonha de soltá-lo na frente do marido.

Segurar gases faz mal?

Em entrevista ao Portal R7, a coloproctologista Larissa Berbert explica que ficar sem eliminar os gases pode piorar muito essa sensação de estufamento na barriga e estimula mais os terminais de dor das nossas vísceras. 

“O intestino vai tentar contrair para tentar expulsar os gases e vai causar dor. Além disso, o gás vai ficar acumulado e ele vai se somar aos outros produzidos pela flora bacteriana”, alerta a especialista.

A médica informa que a fermentação dos alimentos no organismo pode causar a produção de gases e a sensação de estufamento na região do abdômen. “Os gases são produzidos pelo metabolismo e pelas atividades das bactérias que moram no intestino. Todo alimento que consumimos passa por um processo de metabolismo e por uma fermentação. A partir desse processo é que absorvemos os nutrientes para nos alimentarmos”, esclarece.

Alimentação pode “ajudar” na formação dos gases…

Larissa afirma que algumas funções aumentam essa fermentação, como a sensibilidade a lactose, e com isso, mais gases são produzidos. “Além disso, às vezes nós estamos com o nosso intestino em desequilíbrio, o que chamamos de disbiose, e acabamos fazendo uma seleção que pode ser por falta de atividade física ou estresse, e selecionamos os bichinhos que são mais fermentativos, que produzem mais gases e faz um supercrescimento dessa flora e estufa mesmo e produz mais gases”, explica a coloproctologista.

De acordo com a especialista, dormir de short jeans piorou o caso de Pocah devido ao aperto da peça no corpo. “Na verdade, temos uma distensão na barriga, nossas vísceras mandando sinais de dor, quando comprimimos com o short jeans vai piorar muito a sensação de dor, porque vai apertar. Isso piora a dor, mas não altera a produção de gases”, finaliza Larissa.

Foto: Divulgação / Adobe Stock

Alimentos que contribuem na formação dos gases

Entre esses alimentos estão: feijão, lentilha, repolho, cebola, alho, brócolis e ovo. Nas bebidas, os refrigerantes e outros produtos gasosos também marcam presença. Além dos alimentos ricos em lactose e glúten, que têm característica de serem fermentadores.

Os alimentos que fazem parte da rotina e de fácil acesso são descritos como aliados do sistema imunológico e contribuem para fortalecer as células de defesa e anticorpos, além de auxiliar na regeneração dos tecidos.

Foto: Pixabay

Selênio

A castanha do Pará é rica em selênio, que pode ser encontrado em menor quantidade no ovo e na farinha de trigo. Artigos científicos apontam uma melhora das respostas imunes mediadas por células e anticorpos em animais com níveis mais altos de selênio, que atua na regulação do estresse oxidativo dos processos celulares.

Foto: Divulgação

Zinco

O zinco pode ser encontrado em carnes magras e aves, além de feijão, iogurte e grão de bico. Ele desempenha um papel central no sistema imunológico, atuando na função de células mediadoras de imunidade inespecífica, como neutrófilos e células exterminadoras naturais. De acordo com estudos, a deficiência deste mineral aumenta a suscetibilidade à infecções por bactérias, vírus, fungos e protozoários.

Foto: Divulgação / Freeletics Nutrition

Ferro

O ferro pode ser encontrado em carnes vermelhas e frango, estando presente também em feijões, brócolis e couve. Ele ajuda na imunidade e, segundo estudos, é necessário para a proliferação e maturação das células imunes, principalmente linfócitos, associadas à geração de uma resposta específica à infecção.

Foto: Divulgação

Vitamina C

A vitamina C ajuda a combater radicais livres no organismo. Ela está presenta na laranja, acerola, couve, pimentão, goiaba, brócolis, entre outros. A vitamina ajuda a curar feridas, regenerar tecidos em todo o corpo e é importante para a saúde dos dentes.

Foto: Divulgação

Probióticos

Estudos apontam que os probióticos têm efeitos imunorreguladores, com potencial benefício em doenças relacionadas à resposta imune dos indivíduos, como alergia, infecções virais e eczema. Iogurtes e leites fermentados são ótimas fontes de probióticos, que regulam a flora intestinal.

Foto: DannaTentis/Pixabay

Vitamina D

A vitamina D não é facilmente descoberta nos alimentos, mas é possível encontrá-la nos peixes gordurosos. É recomendável a exposição ao sol sem proteção solar para manter os ´níveis da vitamina.

Foto: Divulgação

Betacaroteno

Apesar de ser associada a um risco maior de câncer de pulmão, a betacaroteno está presente no brócolis, espinafre, cenoura, tomate, manga e batata doce. A suplementação é apontado como um excelente aliado do sistema imunológico porque aumenta o número e a atividade das células de defesa.

Com informações do Portal R7