A ciência aponta que a exposição à fumaça do cigarro pode causar degeneração dos discos intervertebrais
A relação entre o tabagismo e doenças como o câncer ou do coração já é comprovada. Entretanto, o que pouco é falado, é sobre a ligação do tabaco com as dores crônicas, principalmente na região da coluna, onde há um desgaste dos discos intervertebrais e perda óssea das vértebras.
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Um estudo da Northwestern Medicine descobriu que os fumantes têm três vezes mais probabilidades do que os não fumantes de desenvolver dores crônicas nas costas. O ortopedista membro da Sociedade Brasileira de Coluna, Lourimar Tolêdo, contou que o ato de fumar influencia o comportamento do cérebro:
“O fumo afeta a forma como o cérebro responde à dor nas costas e torna os indivíduos menos resistentes a um episódio de dor. O estudo mostrou a atividade de ressonância magnética entre duas áreas que estão envolvidas no comportamento viciante e na aprendizagem motivada e, como resultado, comprovou que o vício em tabaco interage com a cronificação da dor, ou seja, uma ligação entre o vício e a dor”, disse.
Além disso, o médico alerta sobre a diminuição da circulação sanguínea na coluna vertebral que o cigarro pode acarretar:
“As substâncias presentes no tabaco podem afetar os vasos sanguíneos, reduzindo o fluxo de sangue para a região da coluna. Com isso, os tecidos da coluna podem ficar menos oxigenados e nutridos, o que aumenta o risco de dores, lesões e doenças na coluna, como a hérnia de disco”, afirma o especialista.
Cigarros eletrônicos e narguilés
Nos últimos anos, temos vivido uma realidade preocupante entre os jovens: o consumo de narguilé e cigarros eletrônicos.
Embora os produtos tenham aromas agradáveis, devido às essências, eles estão longe de serem inofensivos. O médico ortopedista e membro da Sociedade Brasileira de Coluna, Lourimar Tolêdo, diz que uma tragada em um narguilé é equivalente a um cigarro inteiro:
“O mais alarmante é a quantidade de tragadas que o indivíduo faz com o cigarro eletrônico em um curto período. Em uma roda de amigos, por exemplo, essa ação pode se estender por horas, causando um impacto, também, para a coluna vertebral, estreitando os vasos sanguíneos que fornecem os nutrientes. A longo prazo, isso pode resultar numa série de problemas e tornar a coluna mais vulnerável”, pontua.
O especialista, ainda, faz o alerta para que os jovens e pessoas de todas as idades compreendam os graves riscos associados ao consumo de produtos de tabaco e alternativas aparentemente inofensivas, como o narguilé e os cigarros eletrônicos:
“A saúde da coluna é apenas uma das muitas áreas do corpo que podem ser afetadas negativamente por esses hábitos prejudiciais. Portanto, proteger a sua saúde é uma escolha sábia, e evitar o tabagismo é um passo crucial nessa direção”, concluiu.
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