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Uma decisão da Prefeitura do Rio de Janeiro autorizou que mulheres grávidas que tomaram a primeira dose da vacina contra a covid-19 da Astrazeneca recebam a segunda dose do imunizante produzido pela Pfizer. No Espírito Santo, a orientação ainda permanece a mesma.
Em entrevista “a Rádio Pan News Vitória, o subsecretário em Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, explicou que a Secretaria de Saúde (Sesa) continua mantendo a orientação do Ministério da Saúde.
“Por enquanto seguimos a orientação do Ministério da Saúde: quem tomou a Astrazeneca, deve seguir a regra de tomar a segunda dose também da Astrazeneca”, disse.
No caso do Rio, as gestantes deverão ser submetidas a uma avaliação de riscos e benefícios com um obstetra e tomar a segunda dose com a vacina da Pfizer 12 semanas após a primeira dose.
Ouça a entrevista completa:
Ministério Público notifica Sesa
Nesta segunda-feira (28), o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) notificou o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes para que ele não oriente os gestores municipais de saúde a anteciparem a segunda dose da vacina Astrazeneca/Fiocruz.
Vários municípios abriram agendamentos na última semana após a Sesa liberar a aplicação da vacina para pessoas que completaram 70 dias ou mais da primeira dose, podendo receber o imunizante antes do prazo de 90 dias.
Segundo Reblin, uma reunião entre o secretário de Saúde, Nésio Fernandes, e representantes do Ministério Público deve ser realizada nesta terça-feira (29) para que tudo seja esclarecido.
“Temos uma discussão marcada para hoje (terça-feira) sobre as informações solicitadas e vamos dialogar. Não há influência sobre a resposta da vacina e sobre a dinâmica da própria vacinação. Essas doses já estavam aqui guardadas para as pessoas que iriam tomar. É preciso que haja entendimento de que quanto mais pessoas vacinadas, mais rápido interrompemos a cadeia de transmissão”, explicou.