Saúde

Ministérios Públicos e Defensorias contestam liberação do consumo de pescado do Rio Doce

Persistem dúvidas sobre a qualidade de pescado

Foto: Divulgação/ Internet

Ministérios Públicos e Defensorias do ES contestam liberação do consumo de pescado do Rio Doce

Os Ministérios e Defensorias Públicas do Espírito Santo divulgaram, uma nota pública contestando a liberação do consumo de pescado do Rio Doce, contaminado após o rompimento da barragem da Samarco em Mariana, em Minas Gerais. O consumo de quantidades limitadas foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta semana.

De acordo com a Anvisa, é seguro para adultos e jovens acima de 10 anos o consumo diário de até 200 gramas de peixe (ou 1,4 kg por semana). Para crianças de até 10 anos e gestantes, o limite diário é de até 50 gramas (ou 350 gramas semanais).

No entanto, no entendimento dos Ministérios Públicos e das Defensorias Públicas, “as conclusões da Anvisa, na verdade, reforçam a existência de um quadro crônico de contaminação do pescado na Bacia do Rio Doce”.

Para a instituição, é necessário continuar com todos os programas socioeconômicos em andamento pela Fundação Renova, além de expandi-los às comunidades que ainda não foram contempladas.

Além disso, as instituições de Justiça entendem que persistem dúvidas a respeito da qualidade do pescado e disseram que a orientação foi “descontextualizada”. Os órgãos também disseram que adotarão as medidas cabíveis.