Em um caso raríssimo, a britânica Audrey Marsh foi reanimada por médicos espanhóis após seis horas em parada cardíaca, e sobreviveu sem sequelas. O médico Agnaldo Píscopo, diretor do Centro de Treinamento em Emergências da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) explica que fatores muito específicos contribuíram para a recuperação da mulher britânica, principalmente o fato de estar em hipotermia, estado no qual o organismo e o cérebro exigem menos oxigenação.
“Porém, foi um caso raríssimo. O verdadeiro milagre para salvar uma vida quando ocorre parada cardiorrespiratória é a agilidade do socorro”, salienta.
O médico ressalta que as chances de sobrevivência são quatro vezes maiores quando a pessoa em situação de parada cardiorrespiratória está perto de alguém capaz de reconhecer os sintomas, pedir socorro ao serviço adequado (SAMU ou Corpo de Bombeiros) e, principalmente, de iniciar as compressões torácicas, também conhecidas como massagem cardíaca ou ressuscitação cardiopulmonar. ¨”Perdem-se 10% de chance de vida a cada minuto que o atendimento demora”.
O suporte básico de vida consiste em ressuscitação cardiopulmonar e, quando disponível, desfibrilação com desfibrilador externo automático. As possibilidades para a sobrevivência após a parada são o reconhecimento e tratamento precoces, início imediato de massagem torácica e desfibrilação.
O cardiologista explica que qualquer um pode aplicar a massagem cardíaca, desde que tenha aprendido a técnica. No entanto, os bonecos usualmente empregados em treinamentos são caros (50 dólares cada um) e podem ser usados apenas seis vezes, no máximo.