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Hábitos pouco saudáveis aumentam o risco de câncer de mama

Saúde

Hábitos pouco saudáveis aumentam o risco de câncer de mama

A doença é segundo tipo que mais acomete mulheres no Brasil, representando em torno de 25% de todos os cânceres que afetam o sexo feminino

Foto: Divulgação

Outubro é o mês da campanha de prevenção contra o câncer de mama. E o principal alerta é pra importância dos exames preventivos. No Brasil, são registrados 50 mil casos novos todos os anos. No Espírito Santo, o câncer de mama feminino é a principal causa de óbitos por câncer.

Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), de 2015 a agosto de 2019 foram diagnosticados quase 1.500 óbitos por câncer de mama. Ainda segundo o órgão, em 2018 foram registrados 338 óbitos, e em 2019, de janeiro a agosto, 217 mulheres morreram em decorrência da doença.

Estimativas do relatório do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que o Espírito Santo terá, em 2019, 1.130 novos casos de câncer de mama feminino.

A campanha Outubro Rosa existe exatamente para que, no mundo todo, as mulheres enfrentem as dificuldades, o medo e a falta de tempo e façam os exames. Porque o que os médicos encontram em imagens pode fazer diferença no tratamento e no futuro.

O mastologista capixaba Cleverson Gomes explica que quanto mais cedo for o diagnóstico, maiores são as chances de cura, e por isso a campanha é tão importante. “Muitas pessoas têm vergonha até mesmo de fazer o exame. O mais positivo da campanha é que ela atinge um público grande e as vezes, mesmo sem saber direito sobre o assunto, a mulher vai ao posto para acompanhar uma vizinha e já decidi fazer a mamografia também”, conta.

Foto: Divulgação

As ações também ajudam na autoestima das mulheres que já passaram pelo tratamento. "As mulheres sofrem muito com o câncer de mama. Além de ser uma doença que assusta as pacientes, existe a perda do cabelo durante a quimioterapia, em outros casos a mama é completamente retirada em cirurgias. É algo que prejudica a autoestima. Por isso esse mês precisa ser para elas”, destaca o médico.

O mastologista explica ainda que não existe, de fato, uma causa específica do câncer de mama. Segundo ele, alguns fatores de risco podem levar ao desenvolvimento da doença. “Os principais são: idade; histórico familiar; elevado consumo de álcool; excesso de peso e falta de exercícios físicos”, aponta.

O câncer de mama é segundo tipo que mais acomete mulheres no Brasil, representando em torno de 25% de todos os cânceres que afetam o sexo feminino.

O Ministério da Saúde recomenda que a mamografia de rotina em mulheres sem sintomas ou sinais de doença em suas mamas (rastreamento), seja feita na faixa etária entre 50 e 69 anos, uma vez a cada dois anos. No ano de 2018 foram realizados 2.465.101 exames de mamografia, exclusivamente pelo SUS.

Superação

Há sete anos, a supervisora de segurança do Centro de Detenção Provisória da Serra (CDPS), Claudia Abreu Bezerra Rodrigues, recebeu uma notícia difícil de aceitar. Durante exames de rotina, aos 37 anos, foi diagnosticada com o câncer de mama nível dois, um dos tipos mais agressivos da doença. Para enfrentar o problema, Claudia preferiu deixar o medo de lado e uniu a fé e a coragem para seguir seu tratamento.

“No primeiro momento, não é uma notícia agradável de receber, pois a morte é o que fica no nosso pensamento. Mas depois que se vê dentro do problema tem que ter forças para enfrentar e vencer a luta contra o câncer. Busquei primeiramente ajuda em Deus. O apoio do meu esposo, desde o início, só me fortaleceu nesse processo. Sou uma mulher de muita perseverança, não desisti de nada, ao contrário, lutei e venci”, lembrou.

Foto: Divulgação/Sejus
Para vencer a batalha contra o câncer, Claudia passou por 45 sessões de radioterapia.

Para vencer o câncer, a supervisora precisou passar por 45 sessões de radioterapia. Logo após um ano de tratamento, começou a quimioterapia oral, sendo necessário seguir com o procedimento por mais cinco anos. A servidora também foi submetida a cirurgias para reconstituição da mama. Em fevereiro deste ano, porém, recebeu a boa notícia que estava curada, mas ainda é necessário fazer acompanhamento e exames de seis em seis meses para avaliação de seu quadro clínico.

Neste mês de outubro, período em que o alerta para o câncer de mama está em evidência, Claudia deixa um recado para as mulheres: “Para quem está passando por esse momento da descoberta do câncer, digo que é preciso lutar pela vida. Lutem até o fim e não se entreguem à doença. Já para as mulheres que ainda não se atentaram para a prevenção, peço que se cuidem, que façam anualmente seus exames e se amem”, aconselhou.

Apoio no combate ao câncer

Quando se fala em Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer (Afecc), logo se lembra das campanhas do Outubro Rosa, em combate ao câncer. 

A Afecc tem a missão de educar, prevenir, diagnosticar, tratar, reabilitar, prestar assistência social integrada e reintegrar o paciente na comunidade. A entidade é uma associação sem fins econômicos, fundada em 1952 e que, em março de 1970, inaugurou o Hospital Santa Rita de Cássia, ampliando ainda mais a atenção ao paciente e oferecendo todo o cuidado biopsicossocial necessário à sua plena recuperação. Referência no tratamento de câncer no Estado, a organização presta atendimentos à pacientes particulares e do Sistema Único de Saúde (SUS).

Dessa forma, a associação oferece toda a atenção necessária para que o tratamento médico tenha continuidade após a alta hospitalar. O paciente internado pelo SUS, após avaliação social para a alta hospitalar, pode receber medicamentos, alimentação proteica e material de higiene, e conta com atividades de reabilitação física e emocional e cursos que ajudam na sua volta ao mercado de trabalho e na melhoria da renda familiar.

Conscientização 

Foto: Divulgação/ArcelorMittal

No próximo sábado (12), a Afecc vai participar do Festival Interação, no Parque da Cidade, em Laranjeiras, Serra, a partir das 16 horas. Durante o evento, representantes da associação vão dialogar com o público presente sobre orientações em relação ao câncer de mama e prevenção à doença. Além disso, também será comercializada camisetas oficias da campanha Outubro Rosa.

Esta é a quinta edição do projeto, que terá como tema “Cultura e Arte – Circo”. Aproveitando o Dia das Crianças, o evento contará com ampla agenda de atividades para todas as idades, mas especialmente para as crianças. Na programação, estão apresentação de atrações circenses, batalha de danças urbanas, show musical infantil com o artista capixaba Cláudio Bocca e muita recreação para a garotada.

A estrutura do evento contará com diversos espaços para promoção de atividades e recreação para pessoas de todas as idades, além de food truck, banheiros químicos e outros.

O Festival faz parte de um amplo programa desenvolvido pela ArcelorMittal Tubarão, o InterAção, que tem como objetivos construir e consolidar um relacionamento com as comunidades, as organizações civis e os órgãos públicos. A partir dele, a empresa atua como coparticipante na promoção de ações que visam ao desenvolvimento social, econômico, político, cultural e ambiental do Espírito Santo. As quatro edições já realizadas do Festival InterAção reuniram, juntas, mais de 16 mil pessoas.

Programação:

16 horas – Abertura do Evento

16h10 às 16h45 – Atrações Circenses

16h45 às 17h30 – Batalha de Danças Urbanas

17h30 às 18h30 – Fantástico Mundo do Bocca – show infantil

18h30 às 19h30 – Atrações Circenses

19h30 - Show Cláudio Bocca

21h – Encerramento