Saúde

Nutricionista orienta sobre os cuidados para evitar o ganho de peso na quarentena

Os quilos a mais podem ser consequência do número de refeições feitas a mais, com uma quantidade alta de calorias ingeridas

Foto: Divulgação

É inevitável que durante a quarentena as pessoas fiquem um maior tempo em casa e, por consequência, aumentem, inclusive, o número de refeições feitas ao longo dia. A nutricionista Mariana Cassani de Oliveira dá algumas dicas sobre alimentação saudável e orienta para os cuidados quanto ao ganho de peso.

Mariana é mestra em Fisiopatologia Clínica Médica e avalia que o ganho de peso nesse período, pode se dar a partir do número de refeições feitas a mais, com uma quantidade alta de calorias ingeridas combinada com a redução de exercícios. Para a especialista, o ato de se alimentar de forma intensa ou compulsiva pode acontecer quando o indivíduo passa por um período de estresse, preocupação ou ansiedade.

FOME X VONTADE DE COMER

A especialista orienta que é preciso atentar-se para essas sensações, bem como a certas vontades, pois dessa forma, fica mais fácil evitar a ingestão de alimentos calóricos, como, excesso de doces, bebidas açucaradas, alimentos gordurosos e frituras.

“Para reduzir a quantidade de alimentos é ideal que prestemos a atenção no que estamos comendo e que também saibamos diferenciar as sensações de fome e a vontade de comer. A fome é sinal de que o organismo realmente precisa de alimentos e nutrientes, e a vontade de comer se dá quando temos aquela vontade de beliscar algo. Ainda, é importante mencionar que a alimentação, quando equilibrada em calorias, nos auxilia a manter o peso saudável. ­­­­Sempre incentivamos o abandono do sedentarismo com o começo ou retomada de uma atividade física, para que haja o equilíbrio entre a quantidade de calorias ingeridas e a de calorias gastas durante o dia”, a especialista. 

REFEIÇÕES AO DIA

Quanto ao número indicado de refeições feitas ao dia, a nutricionista orienta que o número pode variar de acordo com a rotina e as preferências do indivíduo.

“Podem ser de três a oito refeições por dia, divididas em refeições principais (café da manhã, almoço e jantar) e refeições intermediárias (lanches entre as refeições principais). O mais importante é saber como organizar estas refeições e equilibrar tipos e quantidades de nutrientes entre elas. Refeições compostas por grande quantidade de alimentos podem fazer com que o indivíduo ‘pule’ a refeição seguinte, o que pode ser prejudicial à saúde. Entretanto, refeições não completas em termos de alimentos e nutrientes também podem ser prejudiciais, pois poderão ocasionar déficit nutricional, sensação de fome, dor de cabeça ou fraqueza ao indivíduo durante o dia. Assim, o ideal é que um profissional nutricionista seja consultado para que a rotina de refeições seja recomendada de maneira adequada a cada pessoa”, recomenda.

Tanto para quem quer ganhar, quanto para quem quer perder peso, Mariana, explica que o indivíduo precisa identificar qual é a sua necessidade nutricional e determinar a composição alimentar de cada refeição.

“Nesse caso, é preciso destacar uma série de determinantes biológicos, nutricionais e dietéticos, os quais devem ser avaliados para que o profissional nutricionista consiga estabelecer como deverão ser realizadas as refeições. Deve-se avaliar quantas calorias o indivíduo gasta por dia, para sabermos quantas calorias ele deverá ingerir com o objetivo de ganhar ou perder peso; Devemos avaliar sua composição corporal, ou seja, qual o seu percentual de gordura, de massa muscular. Além disso, é importante identificar as preferências e aversões alimentares de cada um”, avalia.