Saúde

Obesos fazem parte do grupo de risco; cuidados devem ser redobrados

A doença tem relação direta com imunossupressão, ou seja, menor poder de reagirmos a doenças

Foto: Divulgação
Obesidade apresenta alta vulnerabilidade em epidemias.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou pandemia de coronavírus. No Brasil, 300 casos já foram confirmados. Por isso os cuidados devem ser redobrados. Apesar de especialistas classificarem que o vírus tem baixa letalidade na população em geral, ele não deve ter o mesmo comportamento em obesos mórbidos, que são considerados um dos principais grupos de vulnerabilidade, ao lado de pessoas com doenças respiratórias e outras comorbidades. 

O médico Cid Pitombo, especialista no tratamento da obesidade e coordenador do Programa Estadual de Cirurgia Bariátrica do Rio de Janeiro, faz um alerta para a necessidade de atenção especial desses pacientes. “Muito se fala do cuidado para idosos e crianças, mas estamos esquecendo dos obesos. A obesidade apresenta maior risco a epidemias de gripes e isso já foi comprovado nas epidemias do vírus influenza e H1N1”, afirma Pitombo.

“É essencial que pacientes obesos tenham consciência de que são um grupo de maior risco para a doença”, destaca. O especialista destaca ainda que, no caso de pacientes que passaram por cirurgia bariátrica recentemente, há uma importante queda na imunidade. Por isso, Cid Pitombo distribuirá máscaras de proteção e suplementos vitamínicos para todos os seus pacientes (SUS e clínica privada).

Evitar a transmissão do novo coronavírus exige cuidados simples no dia a dia, especialmente a forma correta de lavar as mãos e maneiras de espirrar e tossir. A higienização das mãos e de superfícies são fundamentais. “A contaminação se dá por gotículas (que são liberadas através de espirros, tosse e fala), por isso o vírus pode estar em qualquer superfície. Por isso, é recomendável portar álcool 70 para limpar prontamente as mãos antes de encostar em áreas como olho, nariz e boca. A higienização ideal pode ser feita com água e sabão ou álcool gel”, aconselha. 

Para os obesos em tratamento, importante redobrar os cuidados quando precisarem ir a clínicas e hospitais, onde circulam pacientes com outras doenças. “Não temos estudos ainda sobre a relação direta com o coronavírus, mas como o comportamento é similar em muitos aspectos ao das gripes de outros vírus a relação de risco parece inevitável. Obesidade tem relação direta com imunossupressão, ou seja, menor poder de reagirmos a doenças. Obesos, além disso, tem menor resposta a vacinas de gripe, hepatite e tétano, por exemplo”, afirma.