
Uma pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) revelou a prevalência de 45,7% de impactos dos problemas bucais na qualidade de vida dos indígenas.
O estudo sobre saúde bucal indígena foi realizado com indígenas e não indígenas que moram em aldeias Guarani e Tupiniquim em Aracruz, no Norte do Espírito Santo.
A tese de doutorado Avaliação de saúde bucal e seu impacto na qualidade de vida da população indígena do Espírito Santo, desenvolvida pela pesquisadora Deise Ramos, sob orientação da professora Maria Helena Miotto, mostrou a necessidade de melhorias no planejamento de políticas públicas de prevenção e promoção da saúde bucal.
A prevalência dos impactos dos problemas bucais na qualidade de vida dos indígenas foi mais elevada do que a normalmente encontrada em populações não indígenas, podendo ser sugerida uma situação mais precária relacionada à dor dentária e à perda dentária comparada à população em geral.
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Saúde bucal indígena: avaliações com exames
Foram consideradas as condições bucais de 1.084 indivíduos maiores de 20 anos. Eles foram avaliadas com formulário que mede: exames clínicos e perguntas relacionadas a dados demográficos, hábitos de vida, doenças autorreferidas, consumo de medicamentos, hábitos alimentares, escolaridade, atividades profissionais e de trabalho.
A perda dentária foi mais frequente entre indivíduos com mais de 51 anos, com menor escolaridade e que relataram maior impacto na qualidade de vida, enquanto a dor dentária foi mais comum em mulheres, pessoas com menos de 50 anos e que procuraram serviços odontológicos por urgência.
Os dados indicam que as populações indígenas enfrentam condições bucais mais precárias em comparação às não indígenas, ressaltando a necessidade de melhorias no planejamento de políticas públicas de prevenção das doenças bucais e promoção da saúde.