Saúde

Sarampo na fase aguda pode causar perda auditiva

Vacinação é a única maneira de prevenir a doença.

Foto: Divulgação
Atualmente, o País enfrenta dois surtos de sarampo, em Roraima e Amazonas.

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, altamente contagiosa que afeta principalmente as crianças e pode causar complicações como perda auditiva. Segundo o Center for Disease Control and Prevention (CDC) dos Estados Unidos cerca de 30% de todos os indivíduos afetados por sarampo, sofrem frequentemente de infecções auditivas e/ou de pneumonia e as consequências podem ser, em alguns casos, perda auditiva permanente. 

“Os problemas auditivos advindos do sarampo ocorrem devido a encefalite, enfermidade que causa inchaço no cérebro, com isso os nervos ficam prejudicados causando a surdez”, explica a fonoaudióloga Guilhermina Gomes.

Diante disso médica Guilhermina afirma ainda que ao ser diagnostico com sarampo o paciente ou o responsável devem procurar um especialista para realizar o acompanhamento necessário e realizar todas as etapas do tratamento a fim de diminuir as chances de sequelas.

Sarampo

O sarampo é transmitido pela fala, tosse e espirro, e extremamente contagiosa e pode ser contraída por pessoas de qualquer idade. As complicações do sarampo podem deixar sequelas, tais como: diminuição da capacidade mental, cegueira, surdez e retardo do crescimento. O agravamento da doença pode levar à morte de crianças e adultos.

Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo. Atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo, em Roraima e Amazonas. Além disso, alguns casos isolados e relacionados à importação foram identificados em São Paulo, Rio Grande do Sul, Rondônia e Rio de Janeiro.

A vacinação é a única maneira de prevenir a doença. O esquema vacinal vigente é de duas doses de vacina com componente sarampo para pessoas de 12 meses até 29 anos de idade, sendo uma dose da vacina tríplice viral aos 12 meses de idade e uma dose da vacina tetra viral aos 15 meses de idade, até 29 anos o indivíduo deverá ter duas doses. Uma dose da vacina tríplice viral também está indicada para pessoas de 30 a 49 anos de idade.