Saúde

Surto de sarampo: tire as principais dúvidas sobre a doença

Doença é infecciosa grave, causada por um vírus, que pode ser fatal.

Foto: Divulgação
A única maneira de evitar a doença é pela vacina. 

Os casos de sarampo no Brasil estão aumentando cada vez mais. De acordo com levantamento do Ministério da Saúde, São Paulo e Rio de Janeiro vivem o surto da patologia, sendo que a situação mais agravante é a paulista: nos últimos três meses, foram 1.662 casos. No Espírito Santo, até agora, apenas um caso foi confirmado na cidade de Cariacica.

O sarampo estava erradicado no país há anos, então é comum que surjam dúvidas agora que a doença voltou e, com potencial epidêmico. O sarampo é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus, que pode ser fatal. Sua transmissão ocorre quando o doente tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas. A única maneira de evitar a doença é pela vacina.

De acordo com a médica pediatra Tatiane Dias, o sarampo pode pode se manifestar em todas as idades, especialmente, em crianças, jovens e adultos. “Ela é transmitida pela fala, tosse e espirro, por exemplo, e extremamente contagiosa. Nos primeiros cinco dias pode haver manifestação de febre alta, tosse, coriza e conjuntivite. As manchas vermelhas características da doença surgem entre o terceiro e o sétimo dia, com início atrás das orelhas e distribuição para todo o corpo”, explica.

Ainda segundo a médica, a melhor e única forma de prevenção é com a vacina, já que não existe nenhuma medicação específica para o tratamento. As doses são aplicadas na tríplice viral, aos 12 meses, e tetra viral aos, 15 meses.

Nesta semana, o Ministério da Saúde recomendou que todas as crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias recebam uma dose adicional, a chamada “dose zero”. A recomendação vale para todo o país, e deve alcançar 1,4 milhão de crianças. O ministério ressalta que essa dose não substitui ou elimina a necessidade de tomar as demais que integram o calendário nacional de vacinação.

Antes, o reforço era indicado somente para aquelas que fossem viajar para municípios com surto da doença no país. De acordo com o ministério, o grupo formado pelas crianças menores de 1 ano é o mais afetado pela doença.

Gestantes 

Mulheres gestantes não podem ser imunizadas, já que, durante a gravidez, a imunidade da mulher sofre alterações, e tomar a vacina pode trazer consequências graves: A vacina contém o vírus vivo atenuado, e, devido a imunidade mais baixa na gestação, pode levar a complicações como abortos, parto prematuro, insuficiência respiratória, convulsões, encefalite (infecção do sistema nervoso central) e catarata congênita nos fetos que adquiriram sarampo intra-útero.