Saúde

O que é terapia? Entenda como funciona e os benefícios!

A terapia é indicada em diversas situações, trazendo muitos benefícios para o indivíduo, tanto na vida pessoal quanto na profissional

Foto: Divulgação / Adobe Stock

O Brasil é o país mais deprimido da América Latina, de acordo com um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), com aproximadamente 5,8% da população atravessando esse tipo de transtorno. Em contrapartida, apenas 3% dos brasileiros recorrem à terapia como tratamento.

A terapia, contudo, é indicada em diversas situações – inclusive em casos em que não há doenças mentais. Isso porque a prática traz muitos benefícios para o indivíduo, tanto na vida pessoal quanto na profissional.

Mas, afinal, o que é a terapia?

Antes de entender como ela funciona e quais são os seus benefícios e indicações, descubra o que é terapia.

A terapia é o tratamento de questões emocionais, comportamentais ou psicológicas. São utilizadas técnicas científicas, verbais e não verbais, em que o profissional – o psicólogo – conduz o paciente à reflexão para melhorar, ou até solucionar, seus problemas.

A procura por um psicólogo é indicada não só para quem tem grandes obstáculos ou distúrbios. A terapia pode ser positiva para toda e qualquer pessoa que queira lidar da melhor maneira possível com o dia a dia, contratempos, questões de maturidade, força e até inseguranças.

A terapia é, também, um tratamento também para transtornos mentais, como ansiedade e depressão, sempre aliado a outras especialidades.

Vantagens de fazer terapia

Os pontos positivos de procurar a ajuda de um psicólogo são muitos, que podem ser vantajosos pessoal e profissionalmente.

– Desenvolvimento de inteligência emocional.

– Identificação e quebra de padrões de comportamentos prejudiciais.

– Fortalecimento da autoconfiança.

– Aumento da autoestima.

– Autoconhecimento: identificação de qualidades e defeitos.

– Fortalecimento dos relacionamentos interpessoais.

– Aumento de foco no desempenho no trabalho.

– Superação de situações traumáticas.

– Identificação de transtornos e consequente acompanhamento.

– Identificação de propósitos e estímulo de busca pelos mesmos.

Quando procurar a terapia?

É indicado procurar a terapia em qualquer momento da vida, da infância à velhice. Não é preciso ter vivenciado traumas e transtornos mentais, basta apenas querer acolhimento e orientação para uma nova fase ou para encarar alguma situação diferente, por exemplo.

Outras situações em que a terapia indicada são as percepções de novos sentimentos ou comportamentos atípicos. Taquicardia, medos irracionais, tristezas prolongadas, estresse, falta de motivação, insônia são sintomas que também indicam a necessidade de procurar um profissional. 

Nestes casos, principalmente, é fundamental a orientação de um psicólogo e, muitas vezes, em conformidade com um psiquiatra.

Quem eu devo procurar para fazer terapia?

O profissional apto a oferecer o tratamento de terapia é o psicólogo. Ele precisa ter, obrigatoriamente, o diploma na faculdade de Psicologia.

Uma dica é verificar as conformidades no Conselho Federal de Psicologia. Também pode ser uma boa opção buscar referências entre amigos e conhecidos.

Como é o processo de terapia?

A primeira sessão pode ainda parecer estranha, mas o profissional saberá conduzir a conversa. Geralmente, este momento é marcado sem compromisso, para que o psicólogo e o paciente se conheçam.

O paciente precisa ser recebido em um local e uma situação em que se sinta seguro e acolhido.

Ao final da consulta, o psicólogo avaliará a situação e a necessidade da frequência das sessões. O paciente, por sua vez, poderá tirar as primeiras dúvidas e valores.

Com tudo confirmado, o tratamento se inicia no próximo encontro. A maioria das sessões têm duração de 50 a 60 minutos.

É preciso um comprometimento do paciente com o tratamento. Além disso, é necessário entender que podem acontecer momentos de frustração, raiva e tristeza. Este é, contudo, um caminho para que o terapeuta tenha acesso a eventos os quais possam estar funcionalmente relacionados com a situação atual do paciente.

O profissional escuta, interpreta, fala, formula hipóteses, aplica a ciência e, sobretudo, intervém durante a cessão. É por meio dessas intervenções que se pode verificar os resultados, caminhando para uma melhora da questão inicial – e de outras que podem vir a surgir.