O Hospital Geral de Linhares (HGL) deve ser estadualizado em julho do ano que vem. A informação é da Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa). A vice-governadora, Jacqueline Moraes, e uma comitiva do governo estadual estiveram na cidade nesta sexta-feira (13) para falar sobre o assunto.
De acordo com o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, antes de o estado assumir o hospital, o HGL vai precisar de reformas, que devem acontecer já no início de 2020.
“A infraestrutura está bem deteriorada. Ela necessita passar por um conjunto de reformas, de mudanças estruturais, porque a hotelaria hospitalar precisa ser acolhedora e humanizada. Nós não temos mais que trabalhar com a ideia de hospital público cheio, entupido de pacientes, e com equipamento precarizado”, disse.
A gestão do HGL, como adiantou o secretário, vai ser feita pela Fundação iNova Capixaba, vinculada à Sesa, que foi criada para gerir os hospitais públicos do estado. Mais pessoas vão ser contratadas. “Haverá um concurso público, pela Fundação, para contratar empregados públicos celetistas que vão poder assumir e construir toda uma equipe de médicos, enfermeiros e trabalhadores” informou.
O secretário não detalhou como vai ficar a nova estrutura do hospital, perfil de atendimento e número de profissionais com a estadualização. Esse anúncio, segundo a Sesa, deve ser feito pelo governador do estado, Renato Casagrande. Mas não foi dito quando.
A vice-governadora do Espírito Santo, Jacqueline Moraes, disse que a transição do HGL para o estado é uma das prioridades do governo. “É uma situação que está sendo discutida diretamente pela equipe da Secretaria de Saúde. É uma pauta de debate que ainda está no campo técnico. A gente está aqui para deixar a população tranquila porque a proposta do estado é a de fazer investimento na saúde”, afirma.
Transição
No ano passado, a Câmara de Vereadores da cidade aprovou o processo de estadualização do Hospital Geral de Linhares. Ou seja, a responsabilidade do HGL passaria da Prefeitura de Linhares para o governo do Espírito Santo. Na época, o governo estadual informou que o custo do hospital era de R$ 28 milhões ao ano para o município.
Na época, a Sesa anunciou que o número de leitos seria ampliado, dos atuais 90 para 152, além de o hospital se tornar um dos principais serviços de urgência e emergência da região.