Saúde

Um em cada cinco adolescentes brasileiros tem asma: condição é fator de risco da covid-19

A doença não tem cura, mas pode ser controlada. Doença pode ser desencadeada por fatores genéticos ou ambientais

Foto: Divulgação / Pexel

No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Pneumatologia, um em cada cinco adolescentes brasileiros tem asma. Neste domingo (21), é celebrado o Dia Mundial de Controle da Asma, uma das doenças crônicas mais comuns. Segundo dados epidemiológicos da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), a asma acomete cerca de 300 milhões de pessoas entre crianças e adultos a nível mundial. 

No Brasil, estima-se que em torno de 20 milhões de brasileiros sejam asmáticos, acarretando em média 350 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS) anualmente.

“A asma é uma doença inflamatória dos brônquios que acomete pessoas em qualquer idade por fatores genéticos e ambientais”, explica a pneumologista Marice Ashidani.  “Esses fatores externos que podem desencadear as infecções respiratórias vão desde a mudança da temperatura ambiente até a prática de exercícios físicos intensos e a exposição a elementos como pelos de animais, poeira domiciliar, mofo, ácaro, fumaça ou poluição”, complementa. 

A médica também alerta que o tabagismo pode ser uma condição desencadeante para a inflamação, pois compromete a função pulmonar, e a obesidade pode ser um fator de risco para maiores complicações da doença.

Os sintomas mais comuns são falta de ar ou dificuldades para respirar, chiado ou aperto no peito e tosse. Esses sintomas variam durante o dia, podendo piorar à noite ou de madrugada. A médica também esclarece a diferença entre asma e bronquite. “Apesar de os sintomas serem parecidos, o quadro clínico é extremamente heterogêneo. A asma é uma doença inflamatória de causa não totalmente conhecida; já a bronquite é mais relacionada ao tabagismo”, explica.

Na presença de sintomas é muito importante que a pessoa consulte um médico para um diagnóstico correto, feito por raio-x ou espirometria – exame utilizado para medir a quantidade de fluxo de ar que entra e sai dos pulmões – e iniciar o tratamento corretamente.

A doença não tem cura, mas pode ser controlada. “Usamos duas abordagens nos casos de crises: uma é a medicina de resgate e alívio; a outra é o tratamento de prevenção, com o uso, por exemplo, de corticoides inalados. Quando a doença está controlada, o paciente quase não apresenta sintoma”, afirma a dra. Marice. A necessidade da medicação de resgate, conhecida como “bombinha”, e a periodicidade da mesma também serão definidas pelo médico. Além disso, são importantes os cuidados com a higiene ambiental, como poeira, mofo, pelos de animais, para evitar o desencadeamento de novas crises. 

A pneumologista alerta que é de extrema importância que o asmático tenha conhecimento da doença e saiba manusear os dispositivos de tratamento, tirando os fatores de risco do ambiente, além de seguir corretamente a parte medicamentosa. “Dessa forma, ele conseguirá manter a patologia sob controle e ter um maior bem-estar no dia a dia”, completa a médica.