CORREÇÃO: O percentual refere-se ao tamanho da população e não a quantidade total de bebidas consumidas no País. A informação foi corrigida.
Vitória está entre as capitais brasileiras onde mais se consumiu bebida alcoólica em 2021. Segundo a pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por inquérito telefônico (Vigitel), a cidade ocupa o segundo lugar no raking nacional.
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A pesquisa leva em consideração os moradores das capitais brasileiras com mais de 18 anos que consumiram quatro ou mais doses de bebidas alcoólicas em uma mesma ocasião nos 30 dias antes da entrevista.
Os dados do Ministério da Saúde apontam que, ao todo, 23,28% da população da Capital admitiu ter consumido essa quantidade de bebida alcoólica, no caso as mulheres para quatro doses ou mais e homens para cinco ou mais doses. A cidade fica atrás apenas de Belo Horizonte, em Minas Gerais, com 25,20%.
Ainda conforme o Ministério da Saúde, a capital em que o menor percentual da população abusou de bebidas alcoólicas em 2021 é Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Ainda conforme a pesquisa, Vitória fica em terceiro lugar no país quando há o recorte apenas dos homens. A capital mineira fica em primeiro no número de homens que tomaram cinco ou mais doses de bebida alcoólica, com 36,21%. Cuiabá passa para a segunda colocação, com 35% e Vitória fica em terceiro, com 32,64%.
Já a capital onde mais mulheres admitiram o consumo de quatro ou mais doses de bebida alcoólica é Florianópolis, com 17,55%. Rio de Janeiro vem sem segundo com 17% e Vitória só aparece na sexta posição com 15,33%.
Quais os riscos do consumo?
A psiquiatra Letícia Mameri lembra que é preciso manter um consumo moderado para não ter problemas de saúde.
“O que a Organização Mundial da Saúde considera um consumo moderado de bebida alcoólica? O consumo de uma dose para mulher e duas doses para o homem por dia. Além disso, é preciso dois dias de abstinência na semana”, explica.
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A médica lembra ainda os riscos de extrapolar na ingestão de álcool pode trazer para o cotidiano das pessoas.
“O álcool é a droga que mais mata no mundo, que tem o maior impacto. A gente tem as mortes diretas causadas por álcool, como cirrose e problemas hepáticos, e temos as causas indiretas, como os acidentes de trânsito e os casos de violência doméstica”, destacou.
*Com informações da repórter Luana Damasceno, da TV Vitória/Record TV.