As transformações do mercado de trabalho e das relações entre gestores e colaboradores têm alterado nos últimos anos. Além de capacidade técnica, empresas estão buscando profissionais com habilidades comportamentais ao realizar seus processos de contratação.
>> Quer receber nossas notícias 100% gratuitas? Participe da nossa comunidade no WhatsApp ou entre no nosso canal do Telegram!
Por outro lado, na nova realidade, profissionais deixam de se preocupar apenas com salários e buscam espaços com propósitos e valores. A participação de mulheres em cargos de liderança , por exemplo, é um dos pontos observados.
Cerca de 700 pessoas se reuniram nesta quarta-feira (10), em Vitória, para discutir o tema na 33ª edição do Conexa H, um dos maiores congressos de gestão de pessoas do Espírito Santo. Um dos painéis discutiu as potencias e legados das lideranças femininas.
A secretária de Estado Políticas Públicas para Mulheres, Jacqueline Morais, lembrou que a realidade observada no cotidiano contemporâneo é reflexo da construção histórica do nosso país.
“Tivemos um apagamento histórico durante 400 anos. Nós, mulheres, só começamos a votar há cerca de 100 anos. Há uma cultura, impregnada principalmente na cabeça de mulheres, que nós precisamos disputar uma com as outras. Não precisamos disputar espaços. Precisamos ser colaborativas, trazer motivações, vibrar quando outras mulheres ocupam espaços de poder“, disse.
A CEO das Pretas, Priscila Gama, acredita que essa cultura colabora para que muitas mesas de reuniões, sejam com clientes e governantes, ainda tenha poucas mulheres e poucas negros. E, quando há, é preciso que os profissionais reafirmem as suas competências à todo momento.
LEIA TAMBÉM: Ufes lança plataforma com 14 cursos online de graça e abertos ao público
Ela afirma que gestores e lideranças devem tratar as mulheres com objetividade e profissionalismo para fortalecer essa corrente de igualdade e respeito no mercado de trabalho.
“Como gestora, preciso entender a vulnerabilidade de cada pessoa da minha equipe, sem me excluir desse lugar. Não temos que ser vistas como mulheres raivosas. Não é sobre raiva, é sobre objetividade e profissionalismo“, pontuou.
A diretora executiva da Viação Águia Branca, Paula Barcellos, destaca que uma gestão pautada pela humanidade é fundamental neste processo.
“Para termos alto desempenho, precisamos de uma gestão humana. Precisamos garantir que mulheres tenham pista para voar. Como líderes, podemos formar mais mulheres, criar um núcleo de desenvolvimento, fortalecer. Nosso papel é encorajar, de puxar para cima.”
Para a capitã do Corpo de Bombeiros do Espírito Santo, Gabriela Andrade, a humanização no ambiente de trabalho passa pela influência positiva na condução das atividades.
“Um legado que podemos deixar: determinar menos, motivar mais. Isso é fundamental ao conduzir as pessoas ao meu redor a cumprir ações e objetivos juntos.”