O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a analisar desde a última terça-feira (25) as denúncias apresentadas pela Procuradoria Geral (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e parceiros, acusados de participarem de uma tentativa de golpe de Estado após as eleições, em 2022.
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Diante das diversas acusações, Bolsonaro participou de entrevista e falou a Leo Dias, no dia 25 de fevereiro deste ano, sobre o caso.
Além se defender das denúncias, ele expôs opinião sobre a falta de vacinas, o chamado “Golpe do Dia 8 de Janeiro” e quem, de acordo com ele, poderiam ser os culpados pelo movimento.
“Estou sendo acusado de crimes que não cometi. Tudo começou quando me acusaram de adulterar as urnas eletrônicas, sendo que eu sempre defendi o voto impresso. Se é tão segura, como eu adulteraria?”, questionou o ex-presidente.
Questionado por Leo Dias sobre a acusação de tentativa de golpe, Bolsonaro afirmou que “tudo foi arquitetado pela esquerda“, em suas próprias palavras.
“Foi tudo programado pela esquerda. Nos vídeos, as pessoas quebram vidros, destroem quadros, mas tudo isso sozinhas. Não teve violência entre si e nem contra o Estado, foi contra um prédio. Isso não é um golpe! Eu nem estava aqui”, afirmou Bolsonaro.
O ex-presidente ainda falou sobre os 33 alerta de golpe enviados para equipe da PGR e indagou o porquê, na ocasião, ninguém se manifestou, se referindo a autoridades e ao atual presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao se defender, Bolsonaro ainda afirma que não estava no País e que teria ido aos Estados Unidos no dia 30 de janeiro e que, além disso, não teve nenhuma participação nos atos e que somente incentivou manifestações pacificas da direita.
Bolsonaro ainda classificou o ato do 8 de janeiro como “ato de vandalismo” e “não um golpe”. Conforme a apuração das acusações, o ex-presidente caminha para se tornar réu e ser preso futuramente.
“Pelo andar da carruagem o senhor vai ser condenado”, afirma Léo Dias.
“Hoje em dia sim, ainda tem um tempo, mas acredito que sim”, responde Bolsonaro.
“O senhor tem medo?”, pergunta Léo Dias.
“Tenho que enfrentar, né? O que me acalma é minha consciência! Cade meu crime? Me acusam de tentativa armada, cade a arma? De destruição do patrimonio público, eu não destruí nada, eu não estava lá”, afirma Bolsonaro.
Quais crimes a PGR aponta contra Bolsonaro?
A Procuradoria acusa o ex-presidente de:
- liderar uma organização criminosa armada;
- tentar a abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
- planejar um golpe de Estado;
- causar dano qualificado contra o patrimônio da União;
- provocar a deterioração de patrimônio tombado.
Relembre o 8 de janeiro
Os ataques de 8 de janeiro de 2023, também chamados de atos golpistas, foram uma série de invasões e depredações contra prédios públicos em Brasília. Milhares de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram as sedes dos Três Poderes, em uma tentativa de contestar o resultado das eleições presidenciais e incentivar uma intervenção militar para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Por volta das 13h, cerca de 4 mil manifestantes deixaram o Quartel-General do Exército e seguiram para a Praça dos Três Poderes, entrando em confronto com a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) na Esplanada dos Ministérios. Antes das 15h, o grupo rompeu as barreiras de segurança e ocupou a rampa e a laje do Palácio do Congresso Nacional. Parte dos invasores também vandalizou o Congresso, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF). Nem Lula, nem Bolsonaro estavam em Brasília no momento dos ataques. O STF classificou os atos como terrorismo.
No dia das invasões, cerca de 400 pessoas foram presas, e outras 1,2 mil foram detidas no dia seguinte em um acampamento em frente ao QG do Exército. Até março de 2023, 2.182 pessoas haviam sido presas por envolvimento nos ataques.